Projeto promove semana de ações educativas sobre patrimônio, arte e história em escolas de Santarém

Programação realizada durante o mês de setembro reuniu oficinas, atividades pedagógicas e recursos cartográficos e tecnológicos

9/22/20262 min read

Durante o mês de setembro, o projeto Cartilha de Educação Patrimonial do Baixo Amazonas está realizando uma semana de ações educativas em escolas da rede pública de ensino de Santarém. A programação levou oficinas e atividades pedagógicas voltadas à história local, ao patrimônio cultural e às linguagens artísticas, aproximando os estudantes desses temas por meio de metodologias dinâmicas e do uso de recursos cartográficos e tecnológicos.

A programação começou na Escola Hilda Mota, com participação de cerca de 30 estudantes nas oficinas interativas na sala de informática. A Escola Ubaldo Corrêa foi a segunda a receber a equipe do projeto. A programação foi dedicada aos Estudos Amazônicos e à História regional. Durante a ação, a comunidade escolar também receberá materiais cartográficos com o roteiro de passeios históricos e o mapeamento de sítios arqueológicos da região.

Encerrando a programação, na quinta-feira (17), a Escola Cabral recebeu oficinas no turno da manhã para 59 estudantes do 6º, 7º e 8º ano. As atividades serão desenvolvidas de forma interdisciplinar, envolvendo conteúdos de Português, Arte e Matemática.

Cartilha de Educação Patrimonial propõe olhar para a memória histórica do Baixo Amazonas

A educação patrimonial é o ponto de partida da cartilha “Educação Patrimonial no Baixo Amazonas”, publicação que convida o leitor a compreender o patrimônio cultural a partir das memórias, identidades, saberes e relações construídas pelas comunidades com seus territórios. O material apresenta o patrimônio não apenas como prédios, objetos ou sítios históricos, mas como um processo vivo, construído e ressignificado no cotidiano das pessoas.

A publicação percorre os 13 municípios do Baixo Amazonas e apresenta a diversidade cultural e histórica compartilhada pela região, conectada pelos rios e por diferentes processos de ocupação e resistência. Como estudo de caso, a cartilha utiliza a Praça Rodrigues dos Santos, em Santarém, para mostrar como diferentes períodos históricos se sobrepõem em um mesmo território, reunindo referências indígenas, coloniais, afro-diaspóricas, arquitetônicas e culturais.

Ao todo, foram produzidos 500 exemplares da cartilha. Desse total, 140 unidades serão destinadas ao evento de lançamento, 250 serão utilizadas nas atividades desenvolvidas nas escolas, 100 exemplares serão entregues diretamente às instituições de ensino e 10 unidades serão destinadas à Afroteca.

“A educação patrimonial se mostra um dos caminhos mais importantes para pensarmos o nosso patrimônio cultural, tanto material quanto imaterial. Ela é essencial porque abre espaço para a reflexão e nos ajuda a compreender como a sociedade vem lidando e pensando os seus bens culturais. É exatamente nesse sentido que a cartilha se propõe a atuar”, destacou Débora Marcião, coord. do projeto.

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