Projeto "Memória e Identidade do Patrimônio Arquitetônico de Santarém” promove educação patrimonial em escolas das comunidades de Aritapera e Piracãoera de Baixo
O projeto tem como base a valorização do patrimônio arquitetônico de Santarém, reconhecendo que as edificações históricas constituem importantes registros da memória coletiva e da identidade da população
7/5/20263 min read
O projeto "Memória e Identidade do Patrimônio Arquitetônico de Santarém/PA" realizou uma série de ações de educação patrimonial nas comunidades de Aritapera e Piracãoera de Baixo, levando conhecimento, cultura e atividades lúdicas para estudantes da Escola Santíssima Trindade e da Escola São José.
Além da exibição da animação produzida pelo projeto, os alunos participaram de uma programação educativa que incluiu o Museu Itinerante do Centro Cultural João Fona, aproximando crianças e jovens da história e do patrimônio arquitetônico de Santarém por meio de objetos, imagens e narrativas sobre a memória da cidade.
As atividades também contemplaram ações voltadas à educação infantil, com jogos de quebra-cabeça inspirados no patrimônio histórico e oficinas de pintura, proporcionando às crianças uma vivência criativa e interativa sobre a importância da preservação da memória e da identidade cultural desde os primeiros anos escolares.
O projeto tem como base a valorização do patrimônio arquitetônico de Santarém, reconhecendo que as edificações históricas constituem importantes registros da memória coletiva e da identidade da população. Como eixo central das ações, foi exibida uma animação produzida especialmente para o projeto, construída a partir de depoimentos de moradores do Centro Histórico coletados na pesquisa de Cecy Oneide do Nascimento Sussuarana, coordenadora do projeto.
A produção audiovisual dá voz às lembranças e vivências desses moradores, retratando a relação afetiva da comunidade com os prédios históricos e evidenciando como a perda dessas edificações representa também o apagamento de parte da memória e da identidade cultural de Santarém. Ao utilizar a linguagem da animação, o projeto torna a temática do patrimônio histórico mais acessível, sensível e envolvente, estimulando reflexões sobre preservação, pertencimento e a importância de transmitir essa herança cultural às futuras gerações.
As exibições da animação foram seguidas por momentos de diálogo com os estudantes, incentivando reflexões sobre a importância da preservação do patrimônio histórico, da memória coletiva e da identidade cultural. A presença do Museu Itinerante do Centro Cultural João Fona ampliou essa experiência, permitindo que os participantes tivessem contato com elementos que representam a história de Santarém, tornando o aprendizado ainda mais significativo. Para as turmas da educação infantil, as atividades lúdicas de pintura e quebra-cabeça possibilitaram que o tema fosse trabalhado de forma criativa, despertando desde cedo o interesse pelo patrimônio cultural e pela história da cidade.
A história de Santarém, registrada em sua arquitetura, levanta um debate sobre políticas de preservação. Os depoimentos que deram origem à animação demonstram a forte relação afetiva da comunidade com essas edificações e revelam a preocupação dos moradores com sua conservação. Ao transformar essas narrativas em uma experiência audiovisual e educativa, o projeto estabelece um diálogo entre a população, especialmente as novas gerações, e os bens culturais da cidade.
Por meio da integração entre audiovisual, mediação cultural, atividades educativas e o Museu Itinerante do Centro Cultural João Fona, o projeto reafirma seu compromisso com a democratização do acesso ao patrimônio cultural, contribuindo para que crianças, adolescentes e educadores conheçam, valorizem e se reconheçam na história e na memória de Santarém. Ao promover essas ações nas comunidades de Aritapera e Piracãoera de Baixo, a iniciativa fortalece o sentimento de pertencimento e evidencia que preservar o patrimônio histórico é também preservar as histórias, as identidades e a cultura do povo santareno.
Créditos da foto: Flávia Manuella Rodé


