Projeto Instrumento é Trabalho transforma realidade de jovens em Soure com música, cultura e geração de renda

Iniciativa aprovada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio master da Shell, promove formação cultural e inserção produtiva de jovens no mercado da música.

5/6/20263 min read

A primeira etapa do projeto Instrumento é Trabalho foi concluída com sucesso entre os dias 27 de abril e 1º de maio, na Casa da Cultura Cruzeirinho, em Soure, no arquipélago do Marajó. Durante cinco dias de imersão, jovens participaram gratuitamente de oficinas que uniram construção de instrumentos, musicalização e empreendedorismo artístico, revelando o potencial da cultura como ferramenta de transformação social e econômica.

A iniciativa mobilizou participantes em uma jornada prática que começou com a confecção de instrumentos a partir de materiais recicláveis e avançou até a criação coletiva de uma música autoral, chamada “Soure, eu sou”, posteriormente gravada junto a um videoclipe. Mais do que uma oficina, o projeto proporcionou uma experiência completa de formação, conectando identidade cultural, criatividade e possibilidade real de geração de renda.

Aprovado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e com patrocínio master da Shell, o projeto tem como foco a inserção produtiva de jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social no mercado da cultura musical.

“Pegando carona na nossa campanha institucional, a Shell reconhece o poder das parcerias. Acreditamos que o trabalho em conjunto é o ponto de partida para um bom resultado. Por isso, atuamos ao lado de dezenas de projetos culturais que ampliam o acesso, fortalecem a cidadania e impulsionam a diversidade no Brasil. Por meio do nosso apoio ao Instrumento é Trabalho, contribuímos para expandir oportunidades de formação cultural para jovens, incentivando o desenvolvimento de novos talentos e construindo um verdadeiro legado para a sociedade brasileira”, comenta Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Marca da Shell Brasil.

Para muitos participantes, foi a primeira vez tendo contato direto com a composição musical e com a construção de instrumentos. A experiência impactou de forma significativa a relação desses jovens com o próprio território e suas referências culturais.

Amanda Conceição Macedo, uma das participantes, destacou a importância da vivência.

“Foi uma experiência muito agradável. Desde o começo do curso, achei muito interessante ter a oportunidade de fazer uma música composta por elementos da nossa cidade, como pontos turísticos e culinária. Espero que as pessoas possam escutar essa música e sentir um pouco do que é a nossa terra.”

Silvan Galvão, mestre e idealizador do projeto, destaca a transformação vivida pelos jovens durante a imersão.

“A proposta nasce do desejo de reconectar a juventude com sua própria cultura e território. Ao longo da semana, eles aprendem a construir instrumentos com materiais recicláveis, exploram sons e desenvolvem uma musicalidade coletiva.

Esse processo evolui até a criação de uma música autoral, construída de forma colaborativa. O mais bonito é ver o envolvimento crescer e a criatividade despertar junto com o sentimento de pertencimento. A gente acredita que essa experiência pode impactar trajetórias e revelar futuros artistas e agentes da cultura local.”

A passagem pelo Marajó consolida o projeto como uma ação estratégica de valorização da música regional e de incentivo à economia criativa, mostrando que cultura também é caminho de profissionalização e autonomia financeira para jovens da região.

A caravana do Instrumento é Trabalho segue agora para novas cidades. Entre os dias 11 e 15 de maio, o projeto acontece simultaneamente em Belterra, no Platô da Vila Americana, das 14h às 17h, e em Santarém, no Colégio São Raimundo Nonato, das 18h às 21h.

Jovens podem se inscrever gratuitamente para participar da imersão, que inclui construção de instrumentos com materiais recicláveis, musicalização, composição autoral, mentorias de empreendedorismo artístico e a oportunidade de gravar uma música e um videoclipe.

O projeto também passará por Itaituba, no Pará, e por São Luís, no Maranhão, ampliando seu alcance e fortalecendo a cultura como instrumento de transformação em diferentes territórios.

Além da dimensão formativa, o projeto também se destaca pelo compromisso ambiental, ao transformar materiais descartados em instrumentos musicais, incentivando práticas sustentáveis e criativas.

Ao todo, serão ofertadas 150 vagas gratuitas, com prioridade de 50% para mulheres, pessoas negras, indígenas, comunidades tradicionais, povos ciganos, nômades, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. O projeto reafirma o compromisso com a inclusão, a diversidade e o fortalecimento das identidades culturais locais.

A iniciativa contribui para a descentralização do acesso à formação artística, levando oportunidades para territórios historicamente afastados dos grandes centros de investimento cultural, e se alinha às diretrizes da política pública de cultura ao estimular a produção autoral, a difusão de bens culturais e a valorização dos saberes populares.

As inscrições já estão abertas:

Belterra

https://forms.gle/NN7NhqyeJe5FLcmq9

Santarém

https://forms.gle/c4QrDsoyof9mJzPH7

Para mais informações, acompanhe o projeto pelo Instagram:

https://www.instagram.com/instrumento.trabalho

Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo WhatsApp (93) 99136-9391 ou pelo canal oficial:

https://whatsapp.com/channel/0029VbCLeZmL2AU401IRWl29

Ascom/Shell Brasil