Obra inédita de Paulo André Barata é lançada neste sábado (15), em Belém

“Na Correnteza” reúne gravação realizada no final dos anos 1980, recuperada após quase quatro décadas, e chega ao público em plataformas digitais e CD

8/11/20262 min read

Uma gravação inédita de um dos grandes nomes da música paraense chega ao público neste mês. O disco “Na Correnteza”, de Paulo André Barata, será lançado em formato físico neste sábado (15), a partir das 12h, no Núcleo de Conexões Na Figueredo, em Belém. O álbum também estará disponível nas plataformas digitais a partir da meia-noite desta sexta-feira (14).

Gravado no final dos anos 1980, nos estúdios da extinta Gravasom, em Belém, o trabalho foi concebido para ser lançado em formato long play, mas nunca chegou a ser prensado. As fitas de rolo originais acabaram se extraviando, e o registro permaneceu guardado por quase 40 anos.

A história mudou quando uma cópia em fita cassete com o conteúdo da gravação foi localizada com o jornalista paraense Edgar Augusto Proença, amigo de Paulo André Barata, que cedeu o material para a realização do projeto. A partir dessa descoberta, o áudio passou por processos de limpeza e remasterização, realizados em Belém e no Rio de Janeiro.

Agora, “Na Correnteza” chega ao público pelo selo NA Music, em plataformas digitais e também em CD. A obra física será apresentada neste sábado (15), com programação especial que contará com a apresentação dos músicos Tynnoko Costa, Bob Freitas e Kareca Braga.

“O disco recupera gravações originais de sucessos como ‘Porto Caribe’, além de trazer músicas inéditas com os parceiros Ruy Barata, Alfredo Oliveira e J. J. Paes Loureiro. Entre elas, ‘Cravos da Paixão’, ‘Manhã de Luz’ e ‘Panavuê Tempestade’. Vale a pena ouvir as canções”, acrescenta Na Figueredo, proprietário do Núcleo de Conexões com mais de 35 anos de trajetória ligada à vida cultural paraense, com atuação em produções musicais e pelo selo Na Music.

Cantor, compositor, músico e poeta, Paulo André Barata nasceu em Belém, no dia 25 de setembro de 1946. Filho do também poeta paraense Ruy Barata (1920-1990), construiu uma trajetória profundamente ligada à cultura e à identidade amazônica. Paulo André morreu em 25 de setembro, mesma data de seu aniversário, aos 77 anos.

Ao longo da carreira, participou de importantes momentos da música paraense e teve suas composições interpretadas por grandes nomes da música brasileira. Entre suas canções mais conhecidas estão “Esse Rio é Minha Rua”, “Pauapixuna” e “Foi Assim”, eternizada na voz de Fafá de Belém.

Sua produção é marcada pela relação com os rios, a paisagem amazônica, a memória e as diferentes expressões da cultura do Pará. A parceria com Ruy Barata também ocupa lugar importante em sua trajetória e na história da música produzida no Estado.

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