Exposição "Rio que Alimenta" abre para visitação neste sábado, em Santarém
Mostra gratuita no Porão Centro Cultural reúne cerca de 40 fotografias e textos curatoriais.
7/31/20261 min read


Abre ao público neste sábado, 1º de agosto, no Porão Centro Cultural, em Santarém, a exposição fotográfica "Rio que Alimenta". A mostra é um convite para enxergar Santarém a partir do olhar de quem mora e tira o sustento dos. A visitação segue aberta gratuitamente durante todo o mês de agosto.
Resultado de uma imersão de pesquisa fotográfica e etnográfica realizada nos últimos meses, o projeto reúne cerca de 40 fotografias acompanhadas de textos curatoriais. As imagens capturam o cotidiano em territórios como o Lago do Maicá, Porto dos Milagres, Lago do Mapiri e Feira do Pescado, trazendo ao centro do debate a rotina de homens e mulheres afetados diretamente pela transformação dos rios.
"Cada fotografia retrata memórias e narrativas de vidas associadas aos territórios onde as imagens foram capturadas. Esta mostra convida a população a observar e sentir a urgência do debate climático na Amazônia através do cotidiano de quem vive e se alimenta do rio”, destacou Andressa Azevedo, fotógrafa e diretora executiva do projeto.
Além de uma reflexão visual sobre natureza, cultura e sobrevivência, a exposição aborda cultura, tradições, e educação ambiental. Durante a programação, serão realizadas 10 visitas guiadas destinadas a estudantes das redes públicas de ensino e universidades, além de workshops gratuitos de fotografia voltados para jovens da região.
"Cada registro funciona como um documento histórico vivo. Ao integrar a imagem aos textos, a exposição evidencia que os impactos climáticos são uma realidade no Baixo Amazonas, reorganizando os modos de vida e a relação secular com o rio”, afirma Alan Pessoa, pesquisador e autor dos textos curatoriais.
O projeto foi contemplado pelo Edital nº 002/2025 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) do Governo do Estado do Pará, por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult-PA) e da Fundação Cultural do Pará.


