Encontro em Oriximiná reúne comunidades tradicionais e instituições para fortalecer a sociobioeconomia na Amazônia
Promovido pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), por meio do programa Florestas de Valor, em parceria com a Petrobras, o encontro se destaca como um marco para o diálogo entre comunidades quilombolas, povos indígenas e o ecossistema institucional da região.
6/11/20262 min read


Em um esforço conjunto para debater o futuro da sociobiodiversidade, lideranças tradicionais, extrativistas, acadêmicos e instituições parceiras se reuniram para o “Encontro Territorial: Conexões que Fortalecem a Sustentabilidade nos Territórios de Oriximiná”. O evento propõe um espaço de escuta ativa e integração, focado no impulsionamento da sociobioeconomia e no fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Promovido pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), por meio do programa Florestas de Valor, em parceria com a Petrobras, o encontro se destaca como um marco para o diálogo entre comunidades quilombolas, povos indígenas e o ecossistema institucional da região.
Para os participantes, o desenvolvimento da região passa obrigatoriamente pela consolidação de arranjos comerciais solidários, como os praticados pela Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte (Coopaflora).
"Este curso é muito importante para o cooperativismo no qual a Coopaflora atua, especialmente na questão da economia dos territórios e falar sobre a atividade territorial e sociobiodiversidade e estamos aqui para potencializar este trabalho e os nossos cooperados dentro dos territórios", destacou Maria Daiana da Silva, presidente da Coopaflora.
Fortalecimento em rede
Durante dois dias, os participantes se reuniram para dialogar sobre desenvolvimento territorial, sociobiodiversidade e governança, compartilhando experiências, desafios e oportunidades para o fortalecimento das iniciativas locais.
O encontro buscou a conexão entre o saber tradicional e o conhecimento científico, buscando traçar caminhos para o desenvolvimento sustentável na prática. A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) tem investido em pesquisas sobre o poder medicinal de produtos da floresta e sobre a importância de conservação da Amazônia como este importante ecossistema.
"A universidade tem essa função social de chegar até as comunidades. Participar desses encontros, onde percebemos a relação entre vários atores dos territórios que buscam o fortalecimento das cadeias da sociobioeconomia, é valioso. Conseguimos entender as demandas da população e colocar o conhecimento científico à disposição deles", enfatizou Gisele Alves, pró-reitora da UFOPA.
Durante o encontro, as vivências compartilhadas entre os participantes apontaram que o caminho para o desenvolvimento sustentável é a conexão entre os diferentes atores. Extrativistas quilombolas, indígenas, poder público, universidade, organizações do terceiro setor, juntos pensando como fortalecer a economia, gerar renda e criar comércios locais éticos e justos.
"Este é o encontro dos territórios quilombolas juntamente com as instituições locais de Oriximiná, onde todos nós, de forma integrada, estamos dialogando sobre como potencializar forças para melhorar as condições de vida dos comunitários, extrativistas e organizações. Queremos trabalhar de forma mais conectada para fortalecer a nossa floresta em pé e garantir mais dignidade a quem a protege." Maria Farias, coordenadora do Florestas de Valor do Imaflora.


