Artista paraense inicia pintura de grande painel na fachada do Museu das Amazônias
A obra, assinada pelo artista visual Luan Rodrigues (conhecido como Kambô Art) conta com cerca de 2 metros de altura e 5 metros de largura; público poderá acompanhar o processo de criação da obra por uma semana
2/23/20262 min read


A fachada do Museu das Amazônias (MAZ) começa a ganhar novas cores e significados a partir desta segunda-feira, 23, com o início da pintura de um grande painel artístico de realidade aumentada na área externa do prédio. A obra conta com cerca de 2 metros de altura e 5 metros de largura, será assinada pelo artista visual paraense Luan Rodrigues, conhecido como Kambô Art, natural de Cametá, e marca simbolicamente o novo ciclo expositivo do espaço.
Durante cerca de uma semana, o público que circula pelo Complexo Porto Futuro, onde está localizado o museu, poderá acompanhar em tempo real todo o processo de criação da obra. Inspirado na cobra, símbolo institucional do Museu das Amazônias, o trabalho será desenvolvido a partir dos signos do muralismo, animação e realidade aumentada, linguagens presentes na maior parte da produção artística de Kambô.
“Levar uma obra minha para o Museu das Amazônias é um sentimento de honra e responsabilidade. É Cametá falando a partir do meu olhar, misturando tecnologia e a linguagem da arte muralista e de realidade aumentada que construí ao longo do tempo, tendo a Cobra Grande como força central, esse símbolo tão vivo no imaginário amazônico, que carrega memória, mistério e ancestralidade.”, destaca o artista visual Kambô.
O painel integra o momento de transição vivido pelo MAZ, que desde o início de fevereiro está com a visitação interna do público pausada, pois passa pelo processo de troca das exposições em cartaz. As novas mostras devem ser inauguradas no final do primeiro semestre de 2026, período em que o museu reforça seu diálogo com o público por meio de intervenções artísticas visíveis e acessíveis.
A proposta de levar a criação artística para a área externa do museu e permitir que o público acompanhe cada etapa da montagem dialoga diretamente com as transformações internas vividas pelo MAZ neste momento, como explica a gerente técnica do museu, Grazielle Giacomo.
“O Museu das Amazônias está em um processo de renovação profunda, e tornar esse movimento visível ao público é uma escolha conceitual. Ao convidar as pessoas a acompanharem a criação dessa obra na fachada, reforçamos a ideia de um museu vivo, em constante construção, aberto ao território, às narrativas amazônicas e aos artistas da região”, afirma Grazielle.
O painel com realidade aumentada deve se consolidar como um novo marco visual do museu durante o período de transição expositiva, ampliando a experiência de quem visita o espaço e fortalecendo a relação entre arte contemporânea, cidade e Amazônia. Após o período de confecção, a obra ficará disponível para apreciação e interação do público na fachada do MAZ.


