Alter do Chão recebeu primeira exposição fotográfica itinerante Casa de Várzea

Instalação “Memórias Flutuantes” deu forma à primeira exposição de Bárbara Vale, nos dias 18 a 20 de dezembro

12/22/20252 min read

A exposição itinerante Casa de Várzea foi um retrato do cotidiano de muitas famílias que habitam regiões de rios. A primeira exposição da fotógrafa ganhou forma durante o Festival Amazônia Queer, de 18 a 20 de dezembro, com uma experiência acessível por meio da instalação Memórias Flutuantes.

Casa de Várzea reuniu 16 fotografias que registram a autenticidade e a sabedoria presentes nas casas de palafitas e registram a identidade amazônica.

“A ideia da exposição foi trazer um pouco da minha visão desse tipo de moradia tão comum na Amazônia e proporcionar, especialmente a quem habita essas casas, orgulho do seu modo de vida e das suas moradias”, destacou Bárbara.

O projeto é resultado de uma pesquisa visual que começou em 2021, contemplado pela Lei Aldir Blanc, e nasceu de viagens a trabalho da fotógrafa em comunidades.

“Eu acho que a exposição é muito importante porque retrata os modos de vida de muitas famílias e ensina mais sobre a Amazônia. É um belo exemplo de como as pessoas se relacionam com o rio”, comentou Mariana Vieira, jornalista e visitante da exposição.

Com proposta imersiva, a instalação Memórias Flutuantes fez um convite aos visitantes a habitarem temporariamente esses espaços suspensos e entenderem a arquitetura de várzea como uma expressão de pertencimento e respeito à natureza.

“Através desses registros de casas de várzea, conseguimos pensar sobre diversidade temas como sociabilidade, estética, locomoção… Então é um registro muito importante para mostrar como somos diversos nas beiras dos rios do Baixo Amazonas”, afirmou Keke Bandeira, que assume a curadoria e acessibilidade do projeto.

Durante a exposição, as fotografias transportaram o público para o universo das habitações ribeirinhas, revelando a íntima relação dos moradores com os rios. O conteúdo das imagens foi apresentado de forma acessível, com audiodescrição e tradução em Libras, garantindo que todos pudessem vivenciar a experiência.

Itinerância da exposição “Casa de Várzea”

Santarém (Alter do Chão) – Instalação Memórias Flutuantes + exposição fotográfica — 18 a 20 de dezembro, espaço Alter.

Itaituba e Belém – Exposição fotográfica (sem instalação) — janeiro e fevereiro.